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março 31, 2005
COMO | Frederica Bastide Duarte

2 Abril | Galeria 24b . Oeiras
"COMO” deriva de uma sucessão de estudos que teve como ponto de partida
“Desenho o que como”, tema do VI Simpósio de Arte do Feital, e que levou FBD
a fazer a peça “Das Tripas Coração II” para esta exposição.
Usando como modelo 1,5 Kg de tripas compradas no mercado perto de sua
casa, FBD fotografou-as exaustivamente e, debruçando-se com especial interesse
no seu padrão rendilhado, fez vários desenhos a partir dessas fotografias.
Pouco a pouco, foi-se tornado cada vez mais claro para a artista que as formas
observadas remetiam para o universo da costura e esta sucessão de estudos
culminou na peça em pano de lençol branco que será apresentada."
Publicado por s* às março 31, 2005 02:51 PM
Comentários
Ainda hoje tinha passado por aqui e não sabia quem era a autora deste enxoval!
A Frederica foi minha professora no Ar.Co :)
Publicado por: rosa às março 31, 2005 10:26 PM
rosa, bem vinda ao enxoval! :)
Publicado por: s* às abril 1, 2005 02:05 PM
Este enxoval é um verdadeiro roteiro que eu já não dispenso.
Tudo de bom para ti,
João
Publicado por: amnésia às abril 1, 2005 06:19 PM
bem vindo tb, joão, e obrigada pelo post simpático!
Publicado por: s* às abril 1, 2005 06:36 PM
realmente está muito bem...Congratulations!Bj
Publicado por: Frederica às abril 22, 2005 10:42 AM
obrigada, bem vinda ao clube!
Publicado por: s* às abril 22, 2005 01:03 PM
Sobre este trabalho de Frederica, escrevi hoje no meu blog (aproveito para dar os parabén a este "Enxoval", de que estou a gostar bastante):
"Ali, no meio daquilo, uma galeria de arte! E na galeria de arte, aí sim, um silêncio total. Senti-me completamente compensada pela provação. Um espaço amplo, despido, sóbrio, não agressivo. Silêncio no espaço, silêncio nas obras apresentadas. Um imenso respeito quase reverencial se respira ali, como numa catedral.
Um prolongado lençol cozido a nervuras é a instalação. As linhas ainda lhe pendem das margens. O lençol desce pela luz, na parede. Um foco ilumina-o criando um infinito de branco. Escorre pela luz, o pano, e espraia-se, nervuradamente, pelo chão. É uma imagem muito bela. Na parede ao lado, desenhos de pormenores. As nervuras transformam-se noutras coisas, como pássaros, e outras de que não sei os nomes mas que já vi numa vida qualquer. Posso chamar-lhes, sem receio, poesia. Noutra parede, fotografias de tripas parecem nervuras de lençol.
Apetece entrar no lençol e ali ficar como nervura, no meio do silêncio, e não ter que atravessar novamente o mausoléu dos poetas.
Mas valeu a pena passar pela ruidosa república dos poetas mortos para entrar neste lençol. A poesia, afinal, está ali, escorre pela parede como tranquila cascata, espalha-se pelo chão, como estrada. Paradoxais são os caminhos que levam à poesia."
Risoleta Pinto Pedro
http://risocordetejo.blogspot.com/
Publicado por: Risoleta Pinto Pedro às abril 28, 2005 11:51 PM